FMUSP e ICr buscam voluntários para pesquisa sobre TEA

Estudo nacional quer entender os desafios enfrentados por famílias desde a suspeita até o acesso às terapias do autismo

Atualizado em 23/04/2026 às 16:04, por Jaqueline Falcão.

símbolo do autismo em forma de coração, nas mãos

Pesquisa quer abordar acesso ao diagnóstico precoce e às terapias  - crédito: Mimzy - free image/Pixabay

O Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP e o Instituto da Criança e do Adolescente do HCFMUSP estão recrutando, em todo o país, pais e responsáveis por crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para um estudo que busca entender a trajetória das famílias desde os primeiros sinais até o acesso ao diagnóstico e às terapias. A iniciativa pretende reunir dados que ajudem a aprimorar políticas públicas e ampliar o acesso ao cuidado especializado.

A participação é rápida, anônima e totalmente digital. Para contribuir, é necessário ter mais de 18 anos, residir no Brasil e dispor de cerca de 15 minutos para responder ao questionário disponível em: linktr.ee/projetotea.
 

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A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da FMUSP (CAPPesq) e é coordenada pela Profa. Dra. Ana Paula Scoleze Ferrer, pediatra e pesquisadora nas áreas de crescimento e desenvolvimento infantil, políticas públicas e atenção primária em pediatria. O estudo busca compreender como as famílias vivenciam o processo diagnóstico do TEA — da suspeita à confirmação — e o acesso às intervenções terapêuticas.
 

Não podemos pautar o futuro de nossas crianças em suposições ou em esperas passivas

 Dra. Ana Paula Scoleze Ferrer, pediatra e pesquisadora

. É por meio de evidências científicas que seremos capazes de fundamentar políticas públicas consistentes, que garantam a cada família o direito ao diagnóstico precoce e ao acesso equitativo a terapias. Por isso, a participação de todos é fundamental”, afirma a pesquisadora.
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TEA
 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. O termo “espectro” reflete a diversidade de manifestações, que podem variar desde quadros com maior autonomia até situações que demandam apoio contínuo nas atividades diárias.
 

No Brasil, embora a conscientização sobre o TEA tenha avançado nos últimos anos, o acesso ao diagnóstico precoce e às terapias ainda enfrenta muitos desafios. Esse é um dos principais pontos que a pesquisa pretende investigar.