Dicas para ficar alerta com picadas de escorpião
Casos quase triplicam em uma década e acendem para prevenção e atendimento rápido em situações de risco
Picada de escorpião precisa ser tratada como emergência. Crédito:LoggaWiggler - Free Images/Pixabay
A confirmação da primeira morte por picada de escorpião no ano reforça o avanço desse problema no Brasil, especialmente em áreas urbanas. Segundo estudos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), os casos quase triplicaram entre 2014 e 2023, ultrapassando 1,1 milhão, com previsão de chegar a mais de 2 milhões até 2033.
Diante desse cenário, especialistas alertam que toda picada deve ser tratada como potencial emergência. A orientação é lavar o local com água e sabão, evitar práticas como torniquete ou sucção do veneno e buscar atendimento médico imediato — especialmente em casos com sintomas como dor intensa, vômitos, sudorese e alteração dos batimentos cardíacos.
Crianças, idosos e pessoas com comorbidades têm maior risco de complicações. O atendimento rápido é essencial, já que o soro pode ser necessário em até 1h30 em casos graves. Em São Paulo, centros como o Instituto Butantan são referência no atendimento.
A infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explica que o primeiro passo é manter a calma e lavar o local da picada com água e sabão. “
Não se deve fazer torniquete, amarrar o membro afetado nem tentar chupar o veneno, como muitas vezes é divulgado de forma equivocada. Isso pode piorar a situação
O ideal, se for fazer alguma compressa, é que seja uma compressa morna, que ajuda a aliviar a dor, orienta a médica.
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a proliferação de escorpiões está ligada ao acúmulo de lixo e à presença de insetos, como baratas. Medidas simples, como manter ambientes limpos, vedar frestas e proteger ralos, ajudam na prevenção.
Quando procurar com urgência atendimento médico
Há alguns sinais que indicam a necessidade urgente de atendimento médico, com risco de morte elevado principalmente para crianças, idosos e pessoas com comorbidades cardíacas:
- Dor intensa no local da picada
- Suor excessivo
- Náuseas e vômitos
- Aumento da frequência cardíaca
- Agitação ou sonolência








