Olheiras vão além da falta de sono e exigem avaliação individualizada
Especialista destaca mitos e verdades sobre a condição, que incomoda muitas pessoas
Olheiras incomodam homens e mulheres - crédito da foto: David Karich/free images Pixabay
Mesmo entre pessoas com rotina de sono regular, as olheiras continuam sendo motivo de incômodo estético e afetam a autoestima, principalmente entre as mulheres. Dados publicados na revista Surgical & Cosmetic Dermatology apontam que 78% dos casos de olheiras ocorrem no público feminino, impulsionando a procura por tratamentos especializados.
Segundo a biomédica esteta Jéssica Magalhães, a aparência cansada nem sempre está ligada à privação de sono. “Na maioria das vezes, o aspecto de cansaço está ligado à própria estrutura facial e às características individuais de cada pessoa”, explica.
De acordo com a especialista, fatores como profundidade da região abaixo dos olhos, pigmentação e flacidez da pele influenciam diretamente no aspecto das olheiras. A anatomia facial pode criar sombras naturais, enquanto peles mais escuras tendem a apresentar maior pigmentação na área ocular.
Não existe única solução
As abordagens para a região dos olhos variam de acordo com o que foi identificado na avaliação, e não existe uma única solução que sirva para todos os casos”
Jéssica destaca que a avaliação individualizada é essencial para definir o tratamento mais adequado. Nos casos de profundidade, o foco pode ser a reposição cuidadosa de volume para suavizar o aspecto “afundado”. Já quando a pigmentação predomina, os cuidados envolvem clareamento e atenção contínua à pele. Em situações de flacidez, o objetivo é estimular colágeno e melhorar a firmeza da região.
“Muitas vezes, esses fatores aparecem juntos, e por isso a avaliação personalizada é tão importante”, reforça.
Para a especialista, o principal objetivo não é transformar a fisionomia, mas suavizar o aspecto cansado mantendo a naturalidade. “O mais importante é respeitar a estrutura do rosto e manter a harmonia facial”,







