Esclerose múltipla: quais são os primeiros sinais da doença?

Formigamento, alterações na visão, tontura e fraqueza podem estar entre as manifestações iniciais; diagnóstico e tratamento precoces ajudam a controlar a doença

Atualizado em 31/08/2026 às 17:08, por Jaqueline Falcão.

rosto de homem com pixel laranja

Agosto laranja alerta para sinais de esclerose múltipla                                         crédito: Free Images - Pixabay - Geralt

Sintomas como formigamento, alterações na visão, tontura, fraqueza e dificuldade de equilíbrio podem parecer passageiros, mas, quando persistem ou retornam sem uma causa aparente, merecem investigação. Essas manifestações estão entre os possíveis sinais da esclerose múltipla, doença neurológica autoimune que afeta principalmente adultos jovens. Durante o Agosto Laranja, mês de conscientização sobre a condição, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sintomas e buscar avaliação médica.

A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central e pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da região atingida. “A esclerose múltipla pode se apresentar com sintomas muito diferentes, como fraqueza, formigamento, tontura, dor em choque, alterações da visão, da marcha e do equilíbrio. Por isso, é importante se atentar a qualquer sintoma novo e persistente”, explica a neurologista Dra. Sara Terrim, da EV CITI.

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O diagnóstico precoce é importante porque a atividade inflamatória tende a ser maior nas fases iniciais da doença. “Atualmente, temos muitas opções de tratamento para a esclerose múltipla, e iniciar a terapia precocemente é importante para controlar a atividade inflamatória da doença e reduzir o risco de acúmulo de incapacidade ao longo do tempo”, afirma a especialista.

Evolução de tratamentos

Nos últimos anos, os tratamentos evoluíram e hoje existem medicamentos capazes de reduzir a atividade da doença, além de estratégias específicas para controlar os sintomas. A reabilitação também pode fazer parte do cuidado, principalmente quando há alterações motoras, de equilíbrio, de fala ou outras limitações. “Hoje temos tratamentos capazes de reduzir significativamente a atividade da doença e opções específicas para controlar os sintomas. A reabilitação também tem um papel importante, tanto na recuperação quanto na adaptação às mudanças que eventualmente possam surgir ao longo da evolução do quadro”, destaca Sara.

Outro ponto importante é combater a ideia de que o diagnóstico significa necessariamente perda de autonomia. A evolução da esclerose múltipla varia de pessoa para pessoa, e o acompanhamento adequado busca preservar a funcionalidade. “Um dos principais mitos é acreditar que o diagnóstico necessariamente levará a sequelas permanentes ou incapacidade. A esclerose múltipla é uma doença tratável, e o acompanhamento adequado busca controlar sua atividade e preservar a funcionalidade e a autonomia do paciente”, ressalta a neurologista.
 

A esclerose múltipla é uma doença tratável,

Dra. Sara Terrim

Como a doença pode apresentar características diferentes em cada paciente, o tratamento também precisa ser individualizado. “É uma doença muito heterogênea, que pode se apresentar de diversas formas. Por isso, a avaliação neurológica individualizada é fundamental para definir a estratégia de tratamento. Dependendo das necessidades do paciente, o acompanhamento pode envolver fisioterapeutas, fisiatras, fonoaudiólogos e outros profissionais”, explica Sara.

O acompanhamento é contínuo e inclui tanto o controle da atividade da doença quanto a avaliação da resposta ao tratamento. “O acompanhamento da esclerose múltipla é contínuo e envolve diferentes etapas, desde a confirmação diagnóstica até o monitoramento da resposta ao tratamento. Na EV CITI, esse cuidado é realizado pela equipe de neurologia de forma individualizada, considerando a evolução de cada paciente”, completa Sara Terrim.

Por isso, sintomas neurológicos novos, persistentes ou recorrentes não devem ser ignorados. A avaliação médica é fundamental para investigar a causa das manifestações e, quando necessário, iniciar o tratamento adequado.