AVC em marido de Kelly Key aos 44 anos acende alerta para sinais e prevenção

Caso de Mico Freitas reforça a importância do atendimento rápido e do controle de fatores de risco para evitar sequelas e mortes

Atualizado em 08/04/2026 às 13:04, por Jaqueline Falcão.

mão segurando outra mão

Kelly Key postou nas redes sociais o ocorrido, avisando os fãs. Crédito: reprodução/instagram  Kelly Key

O diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do empresário Mico Freitas, de 44 anos, marido da cantora Kelly Key, chama atenção para a gravidade e a urgência dessa condição. Ele apresentou sintomas súbitos, como dificuldade na fala e perda de coordenação, enquanto estava em Lisboa, e o atendimento rápido foi decisivo para evitar consequências mais graves.

Mais do que um caso isolado, o AVC representa um importante problema de saúde pública. Dados da plataforma TechTrials indicam que a doença já gerou impacto superior a R$ 11 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2015, com mais de 658 mil hospitalizações e 118 mil óbitos no período.

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De acordo com o neurocirurgião Wilson Faglioni, a condição exige atenção imediata. “O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria do cérebro é obstruída por um coágulo, interrompendo o fluxo de sangue para determinada região cerebral. Sem receber oxigênio e nutrientes, as células do cérebro entram rapidamente em sofrimento, podendo causar sintomas como fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, perda de coordenação ou sensibilidade.

 Em situações mais graves, o AVC pode evoluir com sequelas importantes e, em alguns casos, inclusive levar à morte, o que reforça a importância do atendimento médico imediato

Wilson Faglioni



AVC Isquêmico

O especialista destaca que o AVC isquêmico é o mais comum, representando até 85% dos casos, e está frequentemente associado a fatores de risco como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e tabagismo.

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Embora seja mais frequente em idosos, o AVC também pode atingir pessoas mais jovens, como no caso de Mico Freitas. “Embora o risco aumente com o envelhecimento, o problema não é exclusivo de pessoas idosas. Em pacientes jovens, além dos fatores de risco tradicionais, doenças menos comuns podem estar envolvidas, como doenças reumatológicas, alterações na coagulação do sangue ou distúrbios genéticos que favorecem a formação de coágulos. Por esse motivo, quando o AVC ocorre em pacientes jovens, uma investigação médica detalhada é fundamental para identificar a causa e orientar o tratamento adequado”, pontua Wilson Faglioni.

Além do impacto imediato, o AVC pode exigir reabilitação prolongada, com acompanhamento neurológico e suporte funcional. Especialistas reforçam que a prevenção — com controle da pressão arterial, hábitos saudáveis e atenção aos sinais de alerta — é fundamental para reduzir casos e sequelas. Em situações de AVC, cada minuto conta.