Anvisa libera a caneta da EMS concorrente do Ozempic
Ozivy, a semaglutida da farmacêutica brasileira, deve ter as vendas anunciadas em breve
Ozivy será fabricada pela EMS
A farmacêutica brasileira EMS obteve registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o medicamento Ozivy, sua nova caneta de GLP-1 à base de semaglutida. O medicamento será produzido na fábrica em Hortolândia. A previsão é que as vendas comecem em torno de 30 dias.
Todas as canetas da plataforma de GLP-1 da companhia — Olire, Lirux e agora Ozivy — utilizam uma nova rota regulatória, inédita no Brasil e inaugurada com Olire e Lirux, com produção via síntese química, um processo altamente tecnológico e que reproduz a cadeia de peptídeos com alto grau de pureza. Os medicamentos são classificados pela Anvisa como medicamentos novos, reforçando o caráter inovador da plataforma desenvolvida pela EMS.
A EMS se preparou antecipadamente para este momento
O medicamento será produzido na fábrica de peptídeos da EMS, instalada dentro do complexo industrial da companhia em Hortolândia (SP). A estrutura integra uma das mais avançadas plataformas nacionais para produção de peptídeos e canetas injetáveis, com alto grau de automação e capacidade instalada para produzir até 40 milhões de canetas por ano.
A implantação da plataforma de peptídeos recebeu investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão. A embalagem vai trazer duas canetas. O preço ainda não foi definido.
“Desenvolvemos Ozivy com um olhar amplo sobre toda a jornada terapêutica. Nosso objetivo foi unir inovação, praticidade e suporte ao paciente desde o início do tratamento, favorecendo uma experiência mais integrada e contribuindo para a continuidade e sucesso terapêutico”, afirma Dr. Iran Gonçalves Jr., diretor médico da EMS.
Semaglutida
A semaglutida consolidou-se globalmente como uma das moléculas mais relevantes dentro das terapias baseadas em GLP-1, especialmente pela conveniência da administração semanal e pela evolução proporcionada ao manejo metabólico. Ozivy é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e chega ao mercado dentro de uma estratégia mais ampla da EMS voltada à ampliação do acesso a terapias inovadoras e ao fortalecimento da medicina de alta complexidade no país.








