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Cortar o glúten da alimentação emagrece? Médica explica

 

Crédito: Pixabay Images
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Glúten é a principal proteína presente no trigo, no centeio e na cevada e costuma fazer  parte de uma dieta balanceada, como fonte de vitaminas, minerais, fibras.

Mas e aí, devemos retirar o glúten para emagrecer?

“Muitas pessoas tem retirado o glúten, na tentativa de emagrecer, no entanto, o planejamento alimentar não deve, de forma geral, conter restrições alimentares genéricas, mas sim ser individualmente planejado, respeitando-se aspectos pessoais. A eliminação pura e simples do glúten pode levar a prejuízo à saúde. Afinal de contas não existe um único alimento que sozinho seja o vilão da dieta”, afirma a endocrinologista Juliana Garcia, do Rio de Janeiro.

A grande questão que ronda a qualidade do trigo que consumimos atualmente, deve redobrar nossa atenção para os excessos. “Excesso de alimento rico em glúten pode prejudicar sua dieta, mas dentro de um planejamento adequado se sua saúde metabólica e digestiva estão ok, não impedirá que ocorra perda de peso”, explica  Juliana.

Ah Dra, mas eu tirei o glúten e emagreci! Essa é uma frase recorrente nas clínicas médicas. A endocrinologista explica: “quando retiramos o glúten, retiramos da dieta muitos carboidratos refinados que podem acabar causando disbiose intestinal e excesso de calorias. A questão não seria o glúten exclusivamente. Além do que alimentos sem glúten, podem mesmo assim ter excesso de gorduras e calorias”.

Dieta sem glúten e diabetes

Estudo do departamento de nutrição da Universidade de Harvard, analisou o consumo de glúten e a saúde de 200.000 pessoas, acompanhadas durante 30 anos. Nesse período, foram descobertos mais de 15.000 casos de diabetes tipo 2 entre os participantes. Os resultados mostraram que quem consumiu mais de 12 gramas de glúten por dia, tinha menos risco de desenvolver diabetes tipo 2. “Por exemplo, as pessoas que ingeriram a maior quantidade de glúten tinham uma probabilidade 13% menor de desenvolver diabetes tipo 2 do que aquelas que consumiam a menor (até 4 gramas por dia).

O estudo concluiu também que quem tirou a proteína da dieta, acabou consumindo menos fibras, e consequentemente predisposto a aumentar as chances do diabetes”, explica Juliana.

Doença Celíaca 

Essa é uma intolerância permanente ao glúten que causa um processo inflamatório no intestino delgado, levando a uma absorção prejudicada de nutrientes, principalmente, vitaminas lipossolúveis, ferro e, potencialmente, vitamina B12 e ácido fólico. “Além disso, a incapacidade em absorver calorias adequadas pode levar à perda de peso, e a má absorção resulta em dor abdominal e inchaço”, completa a médica.

“A alergia ao trigo, por sua vez, consiste na resposta imunológica desencadeada pelo consumo de qualquer uma das proteínas presentes no trigo”, afirma Juliana. Em geral, os sintomas se manifestam imediatamente ou dentro de até 2 horas após a ingestão do trigo. A reação alérgica se caracteriza, sobretudo, por sintomas cutâneos, como urticária, manifestações gastrointestinais, respiratórias ou até a anafilaxia. “Diferentemente da doença celíaca, indivíduos com alergia ao trigo, portanto, podem fazer o consumo da cevada e do centeio”, aponta a endocrinologista.

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Sobre Jaqueline Falcão

Jaqueline Falcão
Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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