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As pessoas ficam mais estressadas a cada fim de ano? Psiquiatra esclarece

Será que ficamos mais estressados no fim de ano? O médico psiquiatra Jorge Jaber, membro da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria -, especialista em dependência química em Harvard (EUA), explica o que acontece no campo psicológico e emocional do ser humano comum com a proximidade do fim do ano. E ele explica por qual motivo devemos evitar os excessos.

“Fim de ano é época de fechar ciclos, fazer balanços, comemorar, se arrepender. A sensação de dever cumprido faz com que muitos se sintam no direito de exagerar. Já a frustração e a tristeza por planos não realizados vêm acompanhados por uma sensação de que algo vai mudar mais uma vez, haverá uma nova oportunidade e é preciso firmar novos pactos consigo mesmo. A pressa para tentar resolver tudo o que faltou no pouco tempo que resta gera ansiedade”, explica.

O médico ainda completa: “Também é um tempo em que a solidão aparece mais. Os afetos são colocados em xeque, com a proximidade do Natal. São dias de ‘permissão’ para excessos em geral, de compras, de emoções. Aumentam o consumo de álcool e outras drogas e também de comidas muito calóricas, o número de internações psiquiátricas por crises depressivas e as tentativas de suicídio. Os mais velhos, que já sofreram perdas ao longo da vida, em geral vêem seus universos mais reduzidos e se sentem mais sozinhos”

 

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Sobre Jaqueline Falcão

Jaqueline Falcão
Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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